.:Angelusgonia >Anjo e Subversivo<:.
Segunda-feira, Julho 07, 2008
A busca é algo incessante e de formas não tão claras. Ora tortuosa, ora de calmaria. Há uma intensidade na vida e, nela, os passos nos trazem descobertas e desafios. Encontramos ainda um elemento maior: pessoas. O encontro para amizade ou para namoro; para o gostar ou para amar. No percurso olha-se, espera-se e imagina-se como será o próximo segundo. É acreditar que estaremos construindo a fortaleza para abrigar diversos moradores: alegria, felicidade, amor, sonhos, tristezas, vitórias, algumas derrotas, amizade, esperança, desejo, fantasia...
Não se pode preferir vagar faminto de emoções e amaldiçoado por elas, mexendo-se num silêncio inconfortável. Olhe de novo e imagine de novo. Ser honesto consigo mesmo e impiedoso na fuga. Não fugir da vida, mas fugir das fragilidades que o assento confortável de casa pode parecer. Há assentos convidativos demais...para um refúgio gélido e enganoso à alma.
Não refute, quando preciso for, diga "deixe-me ir ou deixe-me entrar". Antes que se vire uma página de um livro, lembre-se das palavras que ficaram para trás, pois, algumas delas, verá novamente. Sem pressa para saber o que as palavras querem dizer. Enxergue os sinônimos, os adjetivos, os sujeitos, as concordâncias, os tempos verbais...A mente não deixará escapar essa experiência. As palavras de dor? Não se sinta constrangido em chorar. Deixe que seu peito seja esvaziado por elas. Dilate o coração e faça o sangue correr mais acelerado e desacelere.
Esteja também preparado para rir, sorrir, dar gargalhadas. Sem ironias, saiba deseja "bom dia" até para quem você não conhece e, certamente, nunca mais voltará a rever. Não se prenda a um mundo só seu. Saiba interagir com outros mundos. Lembre-se das duas faces de uma moeda. Não deseje ou não queira que todos sejam compatíveis com os seus desejos, já que os desejos podem ser frágeis demais e eles passam. Eles não conseguem saciar a sede de um espírito que realmente deseja viver. Ao pisar pela segunda vez no rio, nem ele e muito menos você serão os mesmos. Por mais singelas que tenham sido, mudanças e novas sensações incorporaram-se.
Aqueça a sua pele com o carinho vindo do outro. Não deixe que ele o esqueça e não se esqueça dele. As palavras saem com muita facilidade da boca. Mas de fato, o que seu ser diz? Seu corpo, o brilho dos seus olhos, o seu sorriso...eles também "falam". Comece a acreditar que o mundo não é tão cruel, somos produtos de nossas escolhas. Fuja do(a) garoto(a) cruel que alfineta seu coração sem piedade. Não se deixe confundir em alguns atalhos. Lembre-se das pessoas que o amam. Se cair, não acostume com o chão e nem com os presentes espalhados por ele. Erga a mão. Sinta o calor vindo da outra mão. Feche os olhos e levante-se. Se preciso for, confesse sem medo de repreensões e diga "não estou sendo eu e não quero ser/continuar um tolo". Acredite, você precisa ser sempre honesto antes que seja esquecido por alguém. Saiba que podemos vencer juntos. Choraremos juntos, mas pela felicidade do encontro.
Não me deixe esquecer e nem sair...
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 10:26 AM
Domingo, Maio 11, 2008
A você que é tão especial...que é mãe
Todos os dias são especiais. Por mais que qualquer dia pareça ser comum, ele não o é. Neste domingo, transporta para um momento de reflexão, o nosso momento de pensar sobre você. Imaginar-se num jardim e absorver todas as cores e perfumes que a representam. Alguma rosa vai lembrar o seu sorriso. Um lírio simbolizará o seu olhar. Nada de complexo, mas ainda sim um encantador sorriso. Um arbusto florido fará a imagem do seu abraço e do quanto podemos nos tornar uma eterna criança precisando de seus afagos. O seu nome pode ter sido registrado como Maria, entretanto, podemos batizá-la agora como Rosa, Flor do Campo, Margarida ou Jasmim. Em alguma situação mais triste poderá transparecer um pequeno botão, mas por sua força transformar-se-á numa linda rosa de vitalidade.
Poderemos não precisar que suas palavras amáveis - quase que um canto divinal - sejam ditas, mas o seu abraço e seus carinhos falarão mais. Tocarão nas apenas em nossas mentes, mas se expandirão por toda a alma. Uma alma que nunca irá querer deixar de lembrar de sua imagem.
Por mais distante que estejamos em algum dia, você estará em nossos corações. Você, que, por nove meses, protegeu-nos e amou-nos sem saber como éramos. Protegidos em seu corpo fomos. E nunca iremos abandonar essa necessidade de sua proteção. A vida conduzida com zelo e os seus desejos de que nascêssemos com saúde e que a felicidade sempre esteja em nossos caminhos. Não apenas nos caminhos dos filhos, os nossos com a sua presença. Você que é parte mim e tornamo-nos parte de você. Em qual medida? Não sei. Seu amor não se mede por tamanho. Pois o seu amor não é quantitativo, é qualitativo e sem restrições.
Em nossa insegurança, você sempre será a nossa fortaleza. Sua maturidade, mesmo que ainda seja jovem na idade, será nosso guia. Confessaremos os nossos erros e não apenas pediremos desculpas. O seu é dom é de perdoar, acolher e dar-nos suas mãos para que possamos ter o calor do amor, ofertando seu colo para que possamos chorar e esvaziar qualquer dor que tenhamos. Nos dias que caímos ou que possamos cair enfermos queremos a sua companhia. Nenhum remédio será tão eficaz se não tivermos a sua companhia. O chá que tenha preparado e seus mimos que nos deixam viciados. Um doce vício que não buscaremos cura. A cura é um vício incessante de amá-la e de querer a sua felicidade.
É certo que tenhamos provocado algumas raivas ou dores a você, mesmo que ainda não tenha acontecido, pedimos desculpa por nossa imaturidade e por nosso egoísmo e por acreditar que somos melhores. É você quem nos tornar melhores. Com a sua dedicação aprenderemos o sentido do amor; estaremos aptos a falar, a dizer, a declamar, a poetizar o amor e o carinho.
Contaremos nossos segredos. Talvez nem precisemos fazer isso, nossos olhares serão confidentes. Se um dia precisarmos desabafar, ouça-nos sem julgamento. Você é superior a isso. Se fomos inseguros ou achamos desnecessários dizer que a amamos, sentimos por isso. Isso não é verdade. Nosso amor por você é ilimitado, é forte e não cessará. Acredite nisso.
Quando crianças, começamos a fazer pequenas preces. Nelas você estava para ser protegida desse mundo que pode se tornar tão cruel. Se nos ajoelharmos já adultos é por não ter nenhuma vergonha de curvar-se a Deus e agradecer pelo presente que nos foi dado por ele: você!
Será nossa musa inspiradora no dia que nos tornarmos compositores. Teremos, certamente, a delicadeza dos versos que tão bem a representam. Se não houver letra na canção, não se preocupe. Feche seus olhos e abra seu coração para a melodia que falará por nós.
Neste domingo, agradecemos por tudo que já passou conosco, pelos seus beijos, pelos seus abraços, por suas palavras, pelo seu apoio, pelos seus conselhos e, acima de tudo, pelo seu amor.
Feliz Dia das Mães!!!!
Meu singelo gesto em homenagem a você.
Um grande beijo e abraço!
Laécio Rabelo
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:20 AM
Sexta-feira, Maio 02, 2008
Rinite...
Dia 1º de maio é dedicado ao trabalho e ao trabalhador. Sobre o segundo substantivo, , resolvi mexer naquelas caixas que se tornam a memória da sua (a minha) acadêmica e percebo, ou sinto, marcas cinzas. O mofo resolveu morar na caixa. Resultado: rinite. Agora só quero chá e limão, mais chá e limão, nada de calor, frio e um pouco mais de chá e limão.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 2:54 PM
Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008
O dia que se arrasta...
Há alguns que venho brincando com a insônia e depois com o sono pela manhã, quando o dia começa às 9h e a correria para não chegar atrasado na aula ou no trabalho. No caso específico de hoje, o trabalho. Sem muita alteração o humor continua acima de 70%. Diminui um pouco quando me deparo com a tarde e o cansaço pesa sobre os olhos e o raciocínio. Uma letargia explicável, mas não justificável. As leituras que ainda precisarei fazer...
Segunda é o dia de apresentar a reformulação/proposta para o novo capítulo da monografia. Antes disso, haverá o sábado e as aulas do curso de Mitologia Grega. Pôr os riscos sobre a folha e deixar a mente fluir e buscar a minha concepção acerca da metafísica, a da morte no meu caso. Mesmo que o foco principal não seja grupo de apoio, começo a busca por informações sobre os grupos de apoio para doentes terminais.
Não posso deixar de agradecer ao Franklin pela indicação de livros, pelas conversas que já tivemos a respeito da vida e das implicações que é viver: amar, querer, gostar, não mais amar, não mais gostar, encontros, desencontros, partidas e descobertas.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 3:53 PM
Sábado, Fevereiro 16, 2008
Mas o gosto de sua presença dissipou-se, mas sei que ela está guardada em minha mente. Uma doce e agradável lembrança como a brisa suave de uma tarde nublada, com nuvens escuras e a parecerem bravas, mas que com certeza trará a beleza de pequenas e milhares de gotas a juntarem numa onda de sensações.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 3:00 PM
Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
0.6...Quando se vence a barreira psicológica
Muitos consideram a segunda-feira como o começo de uma semana. Na realidade, o domingo é o primeiro dia. Contrariando qualquer convenção, cada nova semana minha começa na quarta-feira.
A ansiedade acordou comigo e tornou-se minha sombra no dia de hoje. A greve parece tornar-se coisa do passado, hora de não mais fugir da monografia e encarar minha nova idade já formado. Depois decidir o que ser: economista ou administrador. Um projeto da empresa também está contribuindo para que eu fique nervoso e tenso...ah, os cafés que já foram tomados por mim. Isso indicará que sono à noite só quando a quinta-feira chegar.
Como eu gosto de complicar, as sensações são diversas. Uma nova pausa para o café!
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 1:14 PM
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:22 PM
O alemão já consegui. Agora falta o tal francês.
Ansiedade e uma espera quase que secular...
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:12 PM
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Quase que fui pra lá
...
They tried to make me go to rehab, I said, "No, no,
no"
Yes, I've been black but when I come back you'll know,
know, know
I ain't got the time and if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab, I won't go, go, go
(...)
The man said, "Why do you think you're here?"
I said, "I got no idea"
I'm gonna, I'm gonna lose my baby
So I always keep a bottle near
He said, "I just think you're depressed"
Kiss me, yeah baby and go rest"
(...)
I don't ever wanna drink again
I just, ooh, I just need a friend
I'm not gonna spend ten weeks
Have everyone think I'm on the mend
And it's not just my pride
It's just 'til these tears have dried
...
Rehab
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:48 PM
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008
O tempo sempre foi posto através de medidas, como os segundos, os minutos, os dias, os séculos. Saber qual seria a dimensão de tempo eu não a teria. Não posso querer produzir ou enxergar-me a partir disso. Não posso resgatar o meu passado, apenas são lembranças. Tampouco posso antecipar o meu futuro; ele não existe. Apenas é figurativo. Não me é dada, nem pela própria Natureza, a certeza de que estarei vivo. Posso levar segundos para entender, seguindo o tradicional recurso, mas também posso nunca atingir o grau da compreensão. Para alguns momentos basta apenas o entendimento, noutros não. Assim com a explicação e a justificação. A primeira poderá nunca requerer à segunda a sua presença.
De pequenas e grandes dores o mundo se constrói e é destruído por elas. Das mãos que são capazes de cultivar singelas flores, não há o disfarce da crueldade e da violência que faz o corpo ser manchado de sangue. Não apenas a pele sensível, pois há o sangue da alma, do espírito.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:53 PM
Segunda-feira, Dezembro 31, 2007
Quero que saiba...
Em poucas horas, um novo ano virá. Independente de qualquer crença, ocorrerão comemorações, pedidos... Quem sabe aquelas promessas que sempre fazemos, mas, por vezes, não as cumprimos. Tornam-se promessas para um novo ano, não mais aquele que, em poucas horas, virá. Mas um outro que irá precisar de outros 365 ou 366 – temos ano bissexto.
A vida é como uma escada. São subidas e descidas constantes e inconstantes. Haverá uma hora ou dia que apenas irá sentar e ficar em algum ponto dessa escada. Pensativo, contemplativo. Lágrimas e sorrisos. Uma cara séria também se fará presente. Aborrecimentos? Sinceramente não sei. Caso venham, que possamos respirar com calma, muita calma. A paciência é uma qualidade, a esperança é um ingrediente fundamental. Mas esperar não é tudo. Sem movimento a vida não pode fluir. Bata os pés, retire a poeira. Afaste um móvel e movimente o ambiente. Deixe que o suor esfrie o corpo. Aqueça o corpo pelo amor.
Ah amor...nunca deixe de sentir. Sinta sempre. Apaixonar-se de vez em quando. A paixão é dolorida, quando não sabemos lidar com tanta força. Ela se estagna. Cessa. Mas o amor só tende a crescer. Amemos os pais, os irmãos, os amigos e até os desconhecidos. Estes se tornarão amigos. E você saberá um pouco mais da essência do amor. Do abraço...gesto simples e confortante. Não queira apenas um abraço de 2 segundos. Adicione outros 15, 20 ou alguns minutos se quiser. Abraço nunca é demais. Demais considere que seja o açúcar, o egoísmo, a tristeza, o ódio, a falta de esperança e o não chorar. Chore quando preciso for. Seja por alegria; seja para esvaziar o peito que dói por algum motivo. Não se consuma. Consumir a dor é poder liberar a energia para a vida, para o amor.
Beije sem culpa. Mas também não deixe que o beijo se torne uma culpa ou desculpa. Entenda o que é desculpar e mais ainda o que é perdoar. Ame sem restrições, mas goste com restrições. Afinal, devemos amar pessoas, e não gostar. Gostar é por coisas mais simples, como gostar de sorvete de abacaxi, do sol, da chuva. Quem sabe ao longo do ano em algum lugar a chuva caía. Se cair, aproveite. Mesmo que o tempo, o calendário, indique o futuro, volte na sensação e seja uma criança sob a chuva. Tire os sapatos, as sandálias. Deixe que os pés molhem-se. Lama? Não se preocupe, sempre haverá o momento para tirá-la. Assim como um novo dia com um novo amanhecer. Sempre haverá uma nova luz, assim como a escuridão. Saiba conviver com a distinção. Seja mais tolerante. Aproveite as oportunidades, considere, novamente, o que um estranho pode se tornar um grande amigo.
Agora, refaço o meu histórico, as pessoas que eu conheci; os amores que vivi – alguns eram ilusórios, foram-se – e que alegram o meu espírito. Alguém que um dia disse que eu iria me descobrir. Ela estava certa. Não apenas me descobri, mas estarei num constante estado de descoberta. Permita-se também a essa descoberta de si mesmo. Por essas poucas palavras ditas por ela, percebi o prazer que é arranjar os minutos para saborear as coisas singelas da vida, como a água e o algodão-doce. Mas o importante mesmo é sempre a agradável companhia.
De agradáveis companhias eu posso dizer que tive momentos majestosos. E esses momentos eu sei que se repetirão. E sei que terei novamente a sua companhia. Se forem por minutos, horas ou dias, isso não importa. O importante será a sua presença, sorrir e dizer “oi” e sentir o calor do seu abraço.
E são por novos acontecimentos e pelas lembranças que eu desejo um novo ano pleno de conquistas. Feliz ano novo!!
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:49 PM
Terça-feira, Novembro 27, 2007
Eu chorei sentado na cozinha...As lágrimas tinha o amargo das lembranças.
Não é difícil escrever linhas tristes. A pior das sensações é que a caneta não pára e atropela-me sem menor receio. Eu que me torno os riscos postos. O rascunho de sensações dolorosas que me sugam para um lugar onde as almofadas parecem ser convidativas, mas são cobertas de apatia. Ainda sim, deito-me. Entrego-me a um sono que me faz morrer por toda uma noite. Sem sonhos tidos, percebo que não vivi o quanto precisava naquele final e começo de novo dia. Apenas acordei de uma morte temporária. Nenhum resumo de lembrança é posto sobre os lençóis da tristeza. Vaguei sem me dar conta do lugar onde estava. O silêncio era quase tudo. O enxergar de uma memória aterrorizante. As chamas que nunca acesas deveriam sido. Deixou no corpo uma marca e um rio vermelho incapaz de afugentar o temor.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 1:25 PM
Domingo, Outubro 21, 2007
Os meus olhos foram retirados. Na palma da mão estão repousados. Mas algo se volta contra o conforto da quietude; o silêncio é pesado demais. Um grito que invade a mente aos poucos. Na mesa estão postos. O tato resta-me para o andar seguinte. Sem luz. Agora os gritos lutam contra o silêncio. O meu silêncio. Sem os transtornos da minha voz, ouço o mundo externo. Quero escutar a que vem de muito longe. Mas os olhos ainda estão sobre a mesa. Recuo em segundos que mais parecem anos arrastados e as pernas presas a correntes que também seguram o cão voraz.
Ah...o cão voraz. Guardião do jardim onde não devo pisar. Das flores que a cada nova rajada de vento lança as suas pétalas. Dobram-se a ele como súditas fossem dele. Ele é impedioso. O gesto de submissão de nada lhe servirão. Os olhos que da mesa vêem, lançam-se para aquela parte ser levada e, depois, cair ao solo sem vida. Mas a possibilidade de vida para algum outro ser.
O cansaço fez dos gritos o passado. O silêncio caminha sem rumo...
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 9:43 PM
Sexta-feira, Outubro 05, 2007
O que esconde a noite...
Alma que se esconde do sol, liberta-se à noite. De alguns momentos há as recordações guardadas e, por algum motivo, elas emergem lentamente. Ver-me caminhar pela rua deserta, passo a passo. Sem pressa de chegar, destilando a imagem envolta na penumbra e solver a negra noite que está sobre meus olhos. Abrir os braços e saber que o mundo vai, vai... e num instante quase tudo está de volta. O descompasso norteia. Embriaga. Sinto as suas sensações sem nenhuma pressa, degustando-as sem nenhum temor. A flor que nunca foi entregue, mas ela exalava o perfume e que se chora com os olhos secos. Sem dizer para onde ir sem nenhuma doce ilusão. O melhor é saber que outra vez o sol nascerá e fará ser mais um na multidão, sem as torturas de minhas promessas. Ainda estará em algum lugar a flor para não dizer que não sou um santo preso em alguma prisão da vida. As torturas voltam como um fetiche que se veste de prazer. Vejo os olhos ferverem e dissiparem o contorno do corpo. Aquecido, fez tudo parecer uma grande aventura descontraída. Beijará minha testa antes de ir pra cama? Lembrarei de você ao lembrar de mim. As horas se passaram e o dia nasceu...
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 8:13 PM
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Os 365 novos dias...
Para tudo há seu tempo: o de trabalhar, o de estudar, o de namorar ou de não namorar, o de se encontrar, o de ser encontrado...Devo dizer que estudo e trabalho agora passam a dividir, mais do que nunca, o meu tempo e a minha dedicação. Sobre o primeiro, a ansiedade instalou-se a 48 horas anteriores ao meu encontro com a PESSOA que poderá contribuir de forma significativa com o meu estudo. Não posso desconsiderar que ainda considero-me um fã da minha orientadora, pela qual tenho uma admiração, e um cedo medo, grandiosa. É a minha vontade. São os meus receios e ansiedades.
Mas me pego refletindo sobre "a vontade nos faz agir racional?". A razão, neste ponto, pode ser confiável? Indica-se um cenário negativo, onde o agir pauta-se por ter que vencer a vontade e tornar-se afirmativo. E como definir um parâmetro racional que justifique o conhecimento e a verdade diante do Ser que é sujeito que conhece as coisas, possivelmente não a coisa-em-si, mas que desconhece em essência o próprio Ser? Na superficialidade do conhecimento do Ser sobre si mesmo encontrar o parâmetro a ser usado para sobrepor-se à vontade.
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Para tudo há o seu tempo: o de trabalhar, o de estudar, o de namorar ou de não namorar, o de encontrar, o de se encontrar, o de si encontrar, o do querer, o do ter, o de nada fazer. Assim, como trabalho e estudo passam a dividir dedicação e tempo. Mas sem retirar o despertar das atenções para outras coisas, como a felicidade. Eu que sou daqueles que a eterna não é uma linha contínua e/ou eterna. No caminho da vida há pontos de encontros da felicidade. Por vezes, ela surge quando o sol nasce. Noutras, aparece quando o pôr-do-sol se faz. Como a noite que se torna o palco para saborear o carinho e o bem-querer, o sorriso bonito e singelo, as sensações e os desejos. Agora, qual será o segundo capítulo?
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 4:47 PM
Domingo, Setembro 23, 2007
Os dias...
Foram 20. Eles implicaram em mudanças. Sair de algumas ilusões e pôr o pé no chão. Retomar a vida aos poucos. Isto é, voltar-me para a minha realidade que já estava se distanciando daquilo que era o necessário. O ideal nem tanto. Minhas pretensões perdem-se nas limitações que ainda são barreiras. Não sei quando irei vencê-las e as dificuldades foram listadas para que eu possa tentar contorná-las, resolvê-las ou simplesmente esquecê-las. Se não há remédio, remediado está.
O último final de semana das férias foi interessante e...fora de casa.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 7:11 PM
Domingo, Setembro 16, 2007
Quando se inicia o discurso sobre a Morte...
Pensar sobre a morte é, possivelmente, uma das tarefas mais dolorosa e misteriosa para o Ser. Imaginar o mundo sem si mesmo é um discurso onde o primário torna-se efetivo e único, sem um termo secundário que, no caso, seria o Ser que pensa. Sua casualidade não seria mais parte deste mundo. É ele [mundo] numa contingência sem nenhuma participação daquele que se prestaria a umaginar e discorrer sobre a morte. Desligar-se do mundo material e levar ao que é posto empiricamente ou até mesmo cientificamente, já que diversas áreas das ciencias buscam respostas para o fenônemo inerente e conseüente ao ato de viver. Não se poderia imaginar a morte como o lado oposto da vida, mas sim como seu lado complementar e necessário, assim como Parmênides versa
"Mas, uma vez que tudo é chamado luz ou noite
e o conforme a estas potências é dado a isto e àquilo,
tudo é igualmente cheio de luz e de noite obscura,
ambas iguais, visto cada uma dela ser como nada." (Fragmento 9 In Da Natureza)
A morte na realidade é tão parte da existência humana, do seu crescimento e desenvolvimento quanto do nascimento. É uma das poucas coisas da vida na qual temos certeza. Ela não é um inimigo a ser vencido, nem uma prisão de onde devemos escapar. É a parte integrante de nossas vidas que dá significado à existência humana. No caso de Epicuro, filosoficamente, a morte é expressa na forma de que não podemos vivenciar a morte, quando se está vivo ela é inexistente; quando mortos, não se pode pensar em vida.
Faz-se necessária uma busca pela definição do que seja a existência enquanto coisa-em-si, do Ser, de alma e de espiríto. Nessa perspectiva, encontraremos desde a filosofia antiga diversas ocorrências da preocupação do homem quanto ao fenômeno da morte ou a ausência da vida. Não apenas na filosofia grega pode-se dizer, mas também em outras culturas tal discussão já era posta, como os egípcios, que utilizavam a mumificação de seus mortos, esperando que, no futuro, suas almas retornassem aos seus antigos "donos". Fato expoente nos rituais que visavam garantir a integridado do corpo e à entrega e proteção às diversas dividandes. Na história, a morte e consagrada aos grandes feitos humanos ou inerentes a eles.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 5:36 PM
Domingo, Setembro 09, 2007
No Maranhão...onde mais uma página foi virada.
A vida é de descobertas. Sejam elas boas ou não. Ou até mesmo as duas coisas juntas. Mas, ao final da história, o importante é ter vivido emoções. Tranquilamente, escreve-se mais um capítulo da nova vida de solteiro.
Acrescendo-se mais coisas boas vividas por lá, não foi possível conhecer os lençóis. Fui pego pelo sol durante o passeio até Alcântara; diga-se de passagem uma ótima aventura. Um lugar bonito e cheio de ladeiras - parte que eu não gosto muito. Mas valeu a pena, até mesmo pelo enjôo durante a viagem. Nunca imaginei que navegar por 22 km no Atlântico fosse tão enjoativo e demorado. Culpa minha por não ter levado a famosa pílula rosa (não vamos fazer propaganda de remédio à toa. Mas posso dizer que o bicho funcionou muito bem na volta). E tomando-se a pílula rosa foi possível aproveitar o retorno a São Luís a bordo de um catamarã. Algumas fotos abaixo - só faltou a foto do moço aqui chamando o velho "hugo":
Costa de São Luís
Passageiros
A primeira ladeira
Não custa nada fazer uma fezinha
A trupe em Alcântara
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 4:02 PM
Sábado, Setembro 08, 2007
Sem os lençóis.
Eu sei que a viagem para o Maranhão incluía os lençóis maranhenses. Mas não deu. A minha vontade de ir pra lá ficou no meio do caminho. Com a "aventura" até Alcântara, deu-me a certeza de que eu não deveria ir mais e voltar pra casa. Afinal, já conheci lugares bonitos e cheios de história, até do tempo do Império. Fotos só a partir do momento que eu estiver em casa e fazer todo um trabalho de redução da resolução.
É isso...dentro de 7 horas estarei em casa.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 7:48 PM
Terça-feira, Setembro 04, 2007
Pode não parecer, mas depois das férias de abril, entrei novamente de férias. Agora para zerar o meu estoque de períodos adquiridos.
Para não passar a impressão de que eu tenho regalias, vou explicar. Passei dois anos sem tirar férias. Por isso, neste ano eu estou podendo tirar dois períodos de férias. As de abril foram para descansar, pensar na vida e viajar um pouco.
Nestas, agora eu estou no Maranhão...para descansar e conhecer os lençóis maranheses na ótima companhia.
Agora, resta-me aproveitá-las.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 6:49 PM
Terça-feira, Agosto 21, 2007
No caminho para Salvador...tem Recife
Depois de algum tempo de extremo sufoco, a calma, ou até mesmo o meu conformismo deu o ar da graça. A monografia será, melhor foi adiada, para o próximo semestre. Entre idas e vindas, não sabia bem como conduzir o processo de discurso. Fui classificado com um discurso não lógico, travado, sem desenvolvimento, isso considerando que o capítulo analisado tratava da eutanásia e da biotécia. Eu também não sei bem o motivo por ter feito tal discussão, mas eu ainda estava, ou estou, na fase da investigação. Entretanto, com a lida do meu, de fato, primeiro capítulo chegamos à conclusão de que iremos fazer a abordagem da vontade e da dor e suas relações com metafísica da morte. Claro que não poderá ficar de fora de toda a discussão Platão. Será a partir dela, focado na filosofia grega, o meu ponto de partida e a ponte para a metafísica da morte de Arthur Schopenhauer. Temos também um objetivo de convidar Dr. Haroldo para dar um aporte na minha pesquisa. Uma audácia maior é ter como o meu examinador.
Conforme disse a minha orientadora “seu trabalho deverá ser excelente, não quero bom. Quero excelente.” Nem mais e nem menos. Agora com mais calma e também tempo, vamos buscar estudo no Fédon, Fedro e Retórica das Paixões. Depois disso, chegaremos ao meu capítulo decisivo: a análise da morte e o seu relacionamento com a morte.
Ao escrever isto, estou sobrevoando, acredito que ainda alguma coisa do Ceará. Avião decolou às 15h05min, sem nenhum atraso. Eu que estava atrasado, fiz o check-in com menos de 30 minutos do embarque e isso nunca tina feito antes. Eu sempre fui bem ansioso e faço tudo muito antes do horário determinado já que a minha paciência é pouco. Se uma coisa que não tenho muita aptidão é para esperar. Nisso, eu esqueci de passar na fila antes de eu descer à terra para encarar a vida do Angellus. Ah, não posso esquecer também de que me falta um tanto de motivação. Aliás, não seria bem a falta total de motivação, mas conseguir que essa motivação torne-se mais duradoura ou se transforme em algo mais contínuo. Eu quando quero faço, consigo. Mas, logo em seguida, vem o desânimo e já começo a abandonar aquilo que consegui, mesmo que tenha feito um tremendo esforço e gasto de energia para conseguir.
Hoje, infelizmente, não terei a noite com a “Cruela”. Sabe como é...estou em Salvador. Mas na próxima semana a saudade será esvaziada, teremos um encontro na próxima terça.
Olho novamente para a janela é não encontrar muita coisa boa. Afinal, a única coisa que vejo abaixo das nuvens é uma terra marrom. O verde que é bom não existe de forma alguma. Pode ser que seja a minha visão nada boa. Afinal, eu não tenho uma visão tão boa. Mas fica a minha impressão de que, no momento, falta lápis de cor verde. Tinha e tem é muito marrom. Um tom ocre. Mas ainda sim muito monocromático. Diria que faltou inspiração para pensar como ficaria o Nordeste durante o mês de agosto. Ainda não sei que se tem de bom no calor. Apenas muito sol forte e mais suor.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 10:28 PM
Sábado, Agosto 18, 2007
Regressarei sempre que ouvir sua voz. Suas palavras que a mim conquistaram. Por passos a procurava e parecia sem fim. Os caminhos trilhados por você eram distantes dos meus. A vida encaminhou e permitiu que num dia, onde as nuvens pesadas estavam no céu, eu lhe encontrasse. A chuva que poderia cair. Veio. Mas não para destruir, e sim para fazer nascer o amor que agora há em mim. Sei que levarei tal sentimento comigo. Sempre ao acordar, você estará comigo. Os sonhos que tão distantes estavam, agora têm o conteúdo da sua imagem. O seu rosto que impresso foi em mente.
Caminho então pela chuva. Deixo que meus os pés descalços sintam a terra firme, quando Ícaro distanciou-se dela. O sol que buscou não seja a minha perdição. Mas a redenção para mim. Para nós dois. As confissões que ainda precisarei fazer estando em sua companhia. Quando não conseguir proferir palavras, que o meu beijo seja o responsável por falar. Por transportar-me ao seu-nosso mundo.
Ao voltar pra casa quero lhe encontrar. Que não sejamos divididos por dias e noites, mas o presente seja extenso.
+postado por Anjo Subversivo quando o relógio marcou 12:15 PM

